Livro SANTANA: REINO DO COURO E DA SOLA é lançado na comunidade Maniçoba


Livro foi editado pela SWA Instituto Editora e faz parte do Projeto Valorizando Nossa Literatura 2026.

No fim da tarde do último sábado (26), aconteceu o lançamento do livro SANTANA: REINO DO COURO E DA SOLA, de autoria do professor, escritor, historiador e romancista Clerisvaldo B. Chagas.

Mais uma vez, o escritor inova ao lançar uma obra no próprio território objeto de sua pesquisa, desta vez na comunidade Maniçoba. Naquela localidade e nas proximidades de Bebedouro, existiam os curtumes de Santana do Ipanema, atividade que marcou a história econômica e social do município.

O lançamento teve como objetivo homenagear os integrantes da família Félix e os descendentes do senhor Manoel Grande. Na ocasião, exemplares do livro foram distribuídos gratuitamente como forma de agradecimento e reconhecimento às famílias e à comunidade.

O momento foi conduzido pelo jornalista, escritor, professor e editor da obra, José Malta Fontes Neto, que formou a mesa de honra, composta pelo autor do livro, Clerisvaldo B. Chagas; pelo escritor João Neto Felix Mendes, representando a família Félix; por José Grande, representando os familiares do senhor Manoel Grande; pelo seresteiro Paquera; e pelo senhor José Domingos.

Os integrantes da mesa falaram sobre histórias relacionadas às comunidades Maniçoba e Bebedouro, relembrando fatos e personagens que fazem parte da memória dessas localidades. O momento foi encerrado pelo anfitrião da noite, o escritor Clerisvaldo B. Chagas. Também falou aos presentes a senhora Márcia, integrante da família Félix e que mora no estado do Paraná.

Momentos antes do início das falas e após o evento, a programação foi abrilhantada pelo cantor Dênis Marques Aguiar, que apresentou um magnífico repertório.


Ao final, o professor Clerisvaldo B. Chagas concedeu os tradicionais autógrafos aos presentes.

Sobre o Livro SANTANA: REINO DO COURO E DA SOLA

SANTANA: REINO DO COURO E DA SOLA, é um documentário sobre os relevantes curtumes santanenses que fizeram florescer a alegre e maravilhosa atividade fabril calçadeira na cidade, movimentar uma rede urbana e rural dos artesãos do couro e abastecer a extensa teia de sapateiros autônimos da Rainha do Sertão. Os detalhes dessas movimentações profissionais que fizeram brilhar a Economia da terra, têm rostos, têm nomes e ainda filhotes e mais filhotes do tronco e dos galhos, que fazem parte do resgate para essa e futuras gerações nas escolas, nas praças… No trabalho.

O leitor vai assistir ao filme do tempo e percorrer no papel o desenrolar da vida nessa carruagem alentadora das letras.

Saber sobre a terra em que nasceu é um direito e um dever de qualquer cidadão do mundo. O reconhecimento do âmago humano aos proprietários dos curtumes, aos donos de fabriquetas de calcados, aos sapateiros e artesãos da época, também pode formar uma rede de profundo respeito e reconhecimento às almas dos progressistas geradores de emprego, renda, galopes dos “mil reis” crescentes que deram status e dignidade a Ribeira do Panema, até o terceiro quartel do século XX.

O escritor e pesquisador Clerisvaldo B. Chagas, contemporâneo de parte dos períodos relatados, derrama um pouco de orgulho de episódios relevantes dos burros cargueiros e de seus donos fantásticos que alavancaram a produção sertaneja sob os sinos da Matriz da generosa esposa de São Joaquim.

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